A mencionada Igreja de Nossa Senhora das Mercês já não existe mais em Campanha. Era uma Igreja, para os escravos católicos. Tem avô por aí que vive dizendo que junto da Igreja tem um pequeno cemitério. Grosseiramente falando, a igreja era no região do Largo das Mercês, hoje entroncamento da Dr. Brandão com a rua do antigo Pronto Socorro, mais precisamente: Rua Comendador Paulo Ferreira.
Igreja N.S. das Mercês - Campanha - 1903/Fotografia: CDECML
Alguns antigos da cidade afirmam que a igreja era mal assombrada por almas perturbadas que sofreram durante toda vida mortal. Um senhor afirmou que quando criança, vivia na casa de um tio e passava pelas proximidades do antigo prédio. Sempre dizia que de longe era possível ver uma maleta voando na rua, como se alguém estivesse carregando. As vezes a maleta sumia no ar, sobre seus olhos. Ele conta isso até hoje e afirma veracidade total.
Uma senhorinha muito querida também disse algo estranho sobre o local da antiga igreja. Seu futuro marido sempre ia visitá-la; na época residia no que hoje é a Rua Cônego Antônio Felipe. Uma noite, ao se despedir do namorado e se recolher (como ela mesmo disse) alguns minutos antes o rapaz apareceu na porta da sua casa, pálido, assustado e dizia que viu o que parecia ser um homem caminhando, mas com um detalhe, o mesmo não estava com os pés no chão. Na mesma hora, ela chamou a mãe e os três foram para rua, não viram mais nada, só escuridão.
Essa mesma senhorinha disse que durante toda infância "quando noites de muito silêncio" era possível ouvir depois da meia noite gritos e gemidos, o que nos leva acreditar que nas ruas próximas do local da antiga igreja, tem almas perturbadas vagando pela madrugada. Não conseguimos muita coisa sobre sua demolição e lendas que envolvam as ruas, mas postaremos assim que tivermos.
"Muito dos gritos que eu ouvia, minha mãe não escutava. Ela escutou uma vez; lembro dela trancando a porta da sala com medo de lobisomem, mamãe tinha medo de lobisomens". Concluiu o relato.
Dizem alguns antigos que igrejas abrigam almas apagadas. Almas que não tiveram uma boa morte ou um rito, celebração de passagem para o segundo plano. Resta para essas entidades perambular pelas proximidades de lugares que tenha uma grande concentração de energias (um plano mais fino entre os dois mundos). Templos de várias manifestações religiosas concentram grande número de energias e meditações geralmente de aspectos positivos; almas apagadas se alimentam de energias assim, para aliviar um pouco o sofrimento da morte. Muitos espíritos não aceitam a desencarnação, se tornam entidades más, almas errantes que perturbam os vivos apenas pelo prazer de vê-los com dúvida e medo.
Boa Tarde!

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